jueves, 2 de febrero de 2012

"A indústria brasileira pode perder competição cada vez mais..."


Um pouco atrasado no meu post, não posso deixar de citar – e concordo – o que disse a jornalista Miriam Leitão no Globo.com nesta quarta 01 de fevereiro de 2012.
A especialista em jornalismo econômico, falou sobre os números da indústria brasileira no ano passado, em que a mesma cita que a indústria está perdendo competição internacional ficando estagnada devido ao encolhimento em 12 de 27 setores pesquisados, dando enfoque para as piores quedas que foram os setores de automobilística e a têxtil.
Em 2009 a indústria ficou negativa, mas em 2010 a produção se recuperou e ficou em 10,5%, já em 2011 a produção industrial brasileira terminou o ano com apenas 0,3%. Realmente decepcionante se formos ver o quão se tentou estimular o comércio e as medidas de recuperação e tentativa de competitividade com países, principalmente a China.
Sou a favor de algumas medidas que o governo vem adotando para a competitividade internacional como a redução do IPI para automóveis nacionais e aumento para os internacionais, mas tenho que concorda com a jornalista que o Brasil tem na verdade, atacar os problemas nas bases estruturais da indústria como, por exemplo, o alto custo sobre o emprego, carga tributária elevada e logística ineficiente, estes dois últimos, problemas que todos sabem, mas não se vê ninguém elaborando leis ou propostas de leis para a mudança nesses itens.
Outro problema que Miriam Leitão aponta, é a falta de inovação das empresas brasileiras, realmente são poucas as empresas que investem em inovação, pode ser devido aos obstáculos já citados acima para o encorajamento do investimento em inovação por parte das empresas do país. Desta maneira, se não for feito nada a respeito, o Brasil vai perdendo cada vez mais a competição internacional.
O Brasil tem capacidade de investir em vários setores como é feito hoje pela China, mas como diz a jornalista, “temos que saber quais são os nossos nichos”.

1 comentario:

  1. O problema já começa bem antes com a ideia do alto consumismo como motor para girar a economia, isto gera competição desleal, impactos ambientais e levam a sociedade para a alienação e agressividade.

    É só olhar o cenário mundial, a crise está ae por causa da ganancia das nações e quando cair a ficha que não existe simplesmente lastro para nada, que tudo é uma grande mentira com fabricas de emissão de dinheiro sem controle, será o caos.

    O Brasil está claramente seguindo a sombra dos USA, incentivando o consumismo das classes, tudo bem, o grau do consumo ainda não está nem perto dos USA, aqui a grande maioria da população está possuindo acesso principalmente a produtos que elevam a qualidade de vida, como geladeira, ferro de passar roupas, fogão, máquina de lavar, aspirador de pó entre outros, este tipo de consumo é positivo.

    Porém não podemos navegar pelas águas da alienação americana, o Brasil tem que se algo a mais.

    Existem outras formas de alavancar a economia, como produção intelectual, técnicas de agricultura avançadas, tecnologia da informação e enxugar os gastos públicos.

    Mesmo porque com o foco principal no alto consumismo é necessário ter como pré-requisito a pobreza generalizada de algum povo, ou seja, alguém tem que ganhar um prato de comida como salário, não ter direito a nada para conseguir garantir os preços baixos.

    Pense, se apenas engenheiros produzissem por exemplo o iPhone, desde a extração de minérios de suas placas até a venda nas lojas, todos com ótimos salários, qualidade de vida e boas condições de trabalho.... pergunto, quanto custaria um iPhone? ... certamente estaria nos 5 ou 6 dígitos $$$

    Hoje os explorados são o povo chines, indianos e mexicanos... se seguir na linha de alto consumo, certamente a morte das indústrias nacionais é inevitável, como foi nos USA.

    Então, vamos buscar não somente o fortalecimento das indústrias nacionais como também um crescimento sustentável e duradouro.

    O Brasil é um país social com um povo pobre e sem estudo que não gera receita, sendo assim alguns poucos tem que sustentar todo o esquema, naturalmente impostos lá em cima.

    Isto é cultural e vai demorar décadas para mudar, mas tem que dar o primeiro passo algum dia.

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