Estava
conversando com uns colegas de trabalho um dia destes no almoço a respeito de
edifícios. Um dos presentes comentou que estava comprando apartamento em um
determinado prédio e em seguida fiz um comentário que o mesmo foi apoiado por
todos na mesa. Que hoje em dia os prédios estão sendo levantados muito rápido.
As construções de edifícios hoje em dia estão batendo recordes. Um dia você vê
uma empresa preparando a fundação e base para a construção de um edifício e
poucos meses depois o mesmo está quase pronto.
Comentei
também, que eu teria medo de comprar e me mudar para um prédio que fora
construído tão rapidamente assim, pois não confiaria que tenha sido um bom
trabalho. Eu sempre levo em minha vida uma frase muito verdadeira: “A pressa é
a inimiga da perfeição” – mesmo que eu mesmo não a use em muitas situações.
Logo,
comentei sobre alguns edifícios no Rio, mais especificamente na Barra da Tijuca
que tinham desabado por serem mal feitos. Depois comentei de outros pelo Brasil
a fora que tinha visto em algumas notícias.
E não é que
dias depois acontece essa tragédia que todos nós hoje estamos acompanhando no
Rio de Janeiro sobre o edifício Liberdade que caiu e derrubou mais dois e um
sobrado.
Ok, esse
prédio não é novo como venho citando, começou a ser construído em 1938, o
problema é que ele foi projetado e construído com 15 andares, mas um ano depois
houve uma modificação na obra, Os construtores conseguiram aprovação da
prefeitura para acrescentar mais três andares, que tinham um recuo, e criar um
subsolo. O prédio ficou pronto em 1940.
Mesmo não
sendo engenheiro, concordo com o engenheiro Cláudio Nóbrega, do Clube de
Engenharia quando diz “Se esse prédio, as fundações dele e os pilares, até o
décimo quinto, foram calculados para 15 pavimentos, e você amplia, ainda que
seja só a parte de trás, alguns pilares passaram a receber mais carga devido a
esses três pavimentos”. Essas mudanças antigas podem ter provocado uma
sobrecarga na estrutura.
Se em uma
obra supostamente sólida, aconteceu o que aconteceu por levantar mais três
andares, imagine como devem ser as novas construções de edifícios como citei
acima. Não quero ser tendencioso dizendo que as novas obras não são boas, mas
temos que concordar que os edifícios hoje em dia estão sendo construídos muito rápidos
e temos vários casos de muitos não agüentarem e racharem ou mesmo desabarem.
Acho que
temos que observar muito bem, nos informar e orientar, analisar quando temos o
desejo de nos mudar, seja comprando ou alugando um apartamento, a final, é a
nossa vida e de nossas famílias que correm o risco.
Acho que a
opinião de um engenheiro e arquiteto conhecido a respeito do edifício que nos
interessa seria uma boa, uma opinião externa, de um conhecido, de um amigo, de
um profissional imparcial.

Ok, a notícia do Rj foi chocante, mas ficar com medo de prédios novos porque são construídos muito rapidamente é um pouco de ingenuidade, pois acredito que assim como em outros países já estamos em um patamar onde a tecnologia e a informação estão a nosso favor, por isso a rapidez, claro que o preço das empreitadas e o resultado de vendas no final é um caso a se pensar que impulsionam a velocidade de construção. Mas o que está em jogo é ter uma maior rigidez quanto ao processo de inspeção e licenciamento para tais imóveis para não deixar que coisas desse tipo aconteçam.
ResponderEliminarConcordo com o teu ponto de vista, é muito válido e foi escrito muito bem.
ResponderEliminarMas na verdade, não tenho medo de prédios novos, construídos em rapidez impressionante, sei que temos tecnologias hoje em dia muito boas para isso. O que me preocupa é realmente a rapidez e o mal uso da tecnologia para essa rapidez. Não adianta se ter todas as ferramentas necessárias para uma boa construção com rapidez, mas não usá-las bem ou não usar a sua totalidade para que sim possamos ser ajudados por elas para um ótimo produto final.
Tomo a minha área como exemplo, desenvolvimento de software, existem ferramentas maravilhosas para um ótimo desenvolvimento de sistema, seja bancário, industrial, em fim, para tudo, mas se o profissional não a usar bem, ou não pensar na construção do software de uma maneiroa lógica e pensar em tudo o que pode dar errado, ou não tiver conhecimento suficiente na ferramenta para poder fazer o que ele deseja, realmente o software não sairá como esperado pelo usuário final do produto.
A tecnologia ajuda, mas a mão de obra especializada - que é uma das coisas mais escassas no mundo hoje -, é a preocupação. Por isso citei a análise e inspeção externa do edifício interessado para se certificar de que tudo está bem conforme o nosso desejo de manteer a nossa integridade assim como a de nossa família.